O que vou encontrar aqui?

 Olá, tenho 18 anos, engravidei aos 16 e tive aos 17. Vou dedicar esse blog para compartilhar minha experiência como mãe com vocês.

 Minha intenção é trocarmos experiências, e aquelas dúvidas: Será que só acontece comigo??  Então espero que curtam meus textos e que comentem, contando alguma história de vocês também.  

 E curtam a página oficial do Blog (link na outra página aqui no blog). Beijos mamães e futuras mamães 😘

 

Atenciosamente

Larissa

Preconceito com mãe adolescente existe?

Com toda certeza!                                                                                      

Como algumas pessoas sabem, engravidei aos 16, tive o Miguel com 17, e agora tenho 18 e ele 1 ano e 1 mês.

Vou contar um pouco do preconceito que sofri, principalmente em relação a ônibus.

Eu comecei meu pré natal em Nova Iguaçu, ali no centro, só que meu plano cortou convênio com o hospital que meu médico operava, então ele recomendou que eu procurasse um médico que fosse fazer meu parto. Para minha falta de sorte, só tinha em São João de Meriti, que era a uns 40 minutos da minha cidade, e pra voltar, 1 hora e pouca.

Quem me acompanhou durante todo meu pré-natal foi minha avó, mas no primeiro dia em São João, minha mãe nos acompanhou, para nos mostrar onde era e achar um médico pra mim (avisou no trabalho que iria chegar mais tarde). Então eu vi onde ia ganhar o Miguel, e fui fazer uma consulta com um médico de lá, era um senhor, o que me deixou com medo porque na época passava aquela novela "amor a vida" onde tinha um médico de idade que tremia na hora de fazer as operações e enfim. Quando ele me pediu para deitar, como nas consultas, minha mãe e minha vó chegaram perto, porque a maca ficava no canto do consultório e então ele me fez a seguinte pergunta:

-Você chamou elas na hora de fazer? 

Pois é, eu respondi que não, e fiquei totalmente sem graça. Graças a Deus elas também não gostaram dele, e minha mãe lembrou da novela também, aí rimos.

No mesmo dia fui no prédio ao lado da maternidade, fui ver outra médica, uma das mais procuradas, consultório lotado, elogios... E era mulher, tudo o que eu queria. O de Nova Iguaçu era homem, porém homossexual, mas eu queria ele, por ter sido o que conversou comigo e com a minha mãe, e logo quando resolvi contar pra ela, imediatamente ela me levou lá. Ele passou exame de sangue e uma ultra. Mas por ela ser uma boa médica, eu me tranquilizei. Me consultei, tiramos dúvidas sobre o convênio do plano, e me cadastrei lá. Todo mês eu ia, ficava horas (mais de 4 horas pra ser atendida), e saía de lá no final da tarde (esse era o mais cedo que conseguia). O ônibus sempre vinha lotado, e quando chegava, tinha muita gente esperando.

Depois de um dia cansativo, íamos enfrentar uma hora e pouca dentro de um ônibus cheio. Os homens simplesmente fingiam que estavam dormindo. Eu pensava assim: "ok, minha barriga tava pequena, talvez eles não repararam, ou acham que por esta no início nao tinha problema.", e eles não enxergaram uma senhora de mais de 60 anos, com as pernas cheias de varizes? Não né, estavam "dormindo".

Teve um dia que eu estava no ponto, esperando com a minha vó o ônibus para irmos pra casa, e uma moça falou pra eu entrar por trás, pra pegar um lugar que tinha. Eu pensei: "ela é mulher, sabe como é, ou já teve uma filha ou parente nova grávida.", logo depois um lugar vagou e minha vó também sentou.

Um outro dia que minha vó conseguiu sentar e eu fui sentada no colo dela, mas levantava toda hora, porque ela não aguentava. E assim foi durante o meu pré natal, sem ninguém dar o lugar.

Uma vez, tive que ir pra um hospital mais perto, porque parecia que eu estava perdendo líquido, era um dia de tragédia pois muitos lugares estavam desabando, casas... E não dava pra eu ir pra São João, o Luis, meu marido (na época noivo) foi de táxi para buscar a mim e minha mãe. Era uma infecção vaginal, menos mal. Sai, fui numa farmácia ali perto e peguei um ônibus que pra variar, não tinha lugar. O preferencial estava ocupado por uma senhora, que não parecia ter 60 anos e um jovem ouvindo música no fone. Minha mãe o catucou e pediu pra ele levantar por favor, pra eu sentar, ele pediu desculpa e se levantou. A senhora não parecia ter gostado do que viu, com cara seria estava e com cara séria ficou. Dava pra ver que ela se incomodou, ou que simplesmente não aceitava a situação. Será que pra ela, por eu ser nova, não tinha o mesmo direito? Será que eu seria menos mãe? Será que eu não ficava cansada rápido, ou enjoada por ser nova? Só Deus sabe o que passou pela cabeça dela.

Em uma das minhas últimas idas ao medico antes do parto, eu fui de São João para nova Iguaçu e de lá ia pegar outro ônibus pra Boa Esperança. E finalmente uma moça se levantou do lugar preferencial e falou pra eu sentar. Pra mim foi uma conquista, pequena, mas foi. Nas últimas duas consultas fui de carro, na penúltima voltei de ônibus. Na última ida ao médico, fui e voltei de carro (Graças a Deus!!!).

Enfim, tem sim muito preconceito, como contei, em ônibus, olhares, cochichos. Mas nada me deixava triste! E muito menos arrependida.

Espero que gostem e se identifiquem. Comentem compartilhando a história de vocês também. 

Beijos!

Atenciosamente

Larissa

Que sentimento ruim!

 Hoje vou falar de uma coisa não muito legal, mas  que é super comum acontecer, principalmente com as mães. Se ainda não aconteceu com você, fique preparada, essa hora chega quase com todas. Mas saiba que não é só com você.

 Então, essas semanas que passaram, eu estava muito estressada, sem paciência, pois meu filho, Miguel, é do tipo de criança agitada, que não para, não liga pra desenhos... Só quer andar e mexer em tudo! Isso estava me deixando louca, porque ele ia dormir mais ou menos, duas e pouca da manhã, e com aquele pique. E ele, apesar de ter 1 ano e 1 mês, acorda muito a noite, e eu amamento de madrugada e de manhã também. Enfim, eu estava mega estressada e sem paciência nesse dia que "desabei".

 A noite é quando eu fico com menos paciência, acho que por causa da agitação dele durante o dia e ele faz muita pirraça também, se ele tiver com sono então... Continuando, esses dia minha mãe estava reclamando, falando coisas tipo: "coitado" e dando aqueles olhares... Como sempre faz, mas parecia pior. (Obs: estou temporariamente com meu marido e filho na casa dela). Parece que ela nunca perdeu a paciência comigo ou com as minha irmãs quando éramos pequenas. O que me fez pensar: "será que sou uma mãe ruim? É só comigo que tá acontecendo isso?". Na hora que fui pro quarto, tentei amamentar pra ele dormir, foi uma guerra, e aí eu simplesmente desabei, chorei, e disse pra mim mesma: "não aguento mais!".

 O que eu quis dizer com isso? Vou explicar. Em momento algum eu me referi a não aguentar mais ser mãe ou que estava arrependida. Graças a Deus isso nunca aconteceu! E aquela culpa por estar sentindo aquilo? Era pior! Eu chorando, olhei para ele, que continuava mamando, e ele estava me olhando. Eu estava arrasada. Cansada fisicamente, psicologicamente, e cansada desse sentimento que tinha me consumido.

 Então meninas, eu sigo várias páginas de mães e lembrei de uma matéria de um blog postado na página, eu li os comentários na página e vi várias comentários sobre esse cansaço "da vida de mãe" (que foi mais ou menos a matéria). E o que eu passei foi tipo isso, não me arrependi de ser mãe, eu só estava cansada (e ainda estou um pouco) dessa rotina. Não trabalho, não estudo mais, só fico em casa. Se saio é pra ir na bisa babona dele, rs, ou pra igreja. Isso já é ruim, e aí mistura tudo... Tive que desabar mesmo.

Atenciosamente

Larissa

Enjôo na minha gestação

 No texto de hoje vou falar da minha gestação. Destacando o enjôo que tive, e que não foi pouco. 

 Desconfiei que eu estava grávida logo quando minha menstruação veio pouquíssima (uma mancha muuuuuuuito pequena e clarinha) e depois não veio mais. Pedi meu marido para comprar um teste pra confirmar. Apareceu aquela fininha bem clara e outra bem escura. Ficamos em dúvida, aí fomos pesquisar e descobrimos que era sim um POSITIVO, que a fitinha clara, era porque estava no comecinho. 

 Ah! Logo vieram os enjôos, fiquei um mês sem sentir nada, e menstruei normal, aí logo quando falhou e descobri que ia ser mãe, veio ele, o temido enjôo, e os vômitos? Nossa, tenho trauma ainda, rs. 

 Bom, como vocês podem imaginar, eu tive muito medo de contar pra minha mãe, e foram os enjôos e vômitos que me entregaram. Nada parava na minha barriga, eu passava o dia com a "barriga vazia", passava o dia enjoada. Foi horrível. Fiquei fraca demais! Mas negava pra minha mãe, e ela sempre perguntava: "não fez besteira não né?", e eu falava que não. 

 Até um dia que eu resolvi contar, eu estava indo pra três meses, se eu não me engano, faltavam uns dias só, sendo que eu, por ter mestruado no primeiro mês, achava que estava indo pro segundo mês. Porque eu comecei a contar a partir que a minha menstruação falhou. Ela pirou.

 Mas graças a Deus, deu tudo certo, nada do que eu achava que ela ia fazer, ela fez. Logo ela contou dos meus enjôos e vômitos pro meu médico. Ele me passou um remédio que no início, "me salvou". Só consegui comer melhor por causa do remédio, o enjôo tinha diminuído, os vômitos também. Só que logo meu organismo desacostumou. Eu até troquei de remédio, mas, nada! Eu até conseguia comer algumas coisas, só que vivia vomitando, vivia enjoada. Essa foi a parte ruim da gravidez.

 Normalmente, segundo os médicos, o enjôo e o vômito, passam com 3 a 4 meses. Advinha? Comigo não foi bem assim, eu vomitei até o sexto mês. E os enjôos, até o final. A minha médica (eu depois continuei o pré natal com uma médica) estranhou eu tá com 3 ou 4 meses (não lembro o mês certo) e não ter parado o vômito e enjôo. O vômito só diminuiu, mas continuou. 

 Isso só confirmou o que dizem, gestação de menino, nós mulheres, passamos muito mal. Claro que não são todas, mas é a maioria, só que tem aquelas sortudas né?!

 E aí, se identificaram? Alguém passou muito mal na gestação ou tá passando? Tem mãe de menino aí?

 Curtam, comentem e recomendem o Blog e a página OK? Muito obrigada pela atenção. 

Beijos! 

Atenciosamente

Larissa

O primeiro aninho!

 O Miguel fez seu primeiro aninho dia 18/03/2015. 

 O tema da festa foi dos MINIONS do filme "Meu Malvado Favorito", é lindo. Mas como resolvi fazer esse tema? Bom, primeiro eu estava com muitas dúvidas, pesquisei muitos temas, achei uns lindos como do Nemo, selva... Mas quando perguntava sobre o Nemo, falavam que era muito antigo, fora de moda. Da selva, não vi muito entusiasmo.

 Até que eu vi uma reportagem no programa da tarde, sobre a festa do meu malvado favorito, com os minions de destaque e foi amor a primeira vista, rs. Então eu pesquisei, vi alguns, mas percebi que tinha poucas coisas dele por aqui no Rio, principalmente na baixada. Além de mim, outras pessoas curtiram a idéia. Então estava decidido. 

 Comecei a procurar alguém pra fazer, e estava difícil. Só encontrei uma e a mesa de decoração do tema que escolhi. Mas não gostei, só tinha dois bonecos deles, que era feinha, e a mesa era super simples. 

 Então minha mãe me disse que uma amiga dela estava trabalhando com decoração de festa. Adicionei ela no face e vi algumas fotos. Ela estava começando ainda, mas dava pra ver que a decoração dela era bonita, e pelo preço comum de uma mesa, o mesmo preço da outra mesa que vi por foto que era super simples. Minha mãe falou que ela tinha bom gosto, aí combinei com ela e acrescentei as toalhas das mesas do convidados. Com o tempo fui vendo mais e mais fotos e vi que fiz a escolha certa. 

 Me restou as lembranças, e as coisinhas pra ajudar na decoração. Deu muito estresse, canseira, porque quem já organizou uma festinha, por mais simples que seja, sabe como são as lojas, as filas do caixa... Tem muita gente.  

 No dia, foi tudo muito lindo. Graças a Deus, ficaram todos satisfeitos. Teve alguns estresses entre eu e meu marido, mas logo nos acertamos. Acredito que acontece com a maioria, seja no dia ou na véspera. 

 Enfim, o primeiro ano não tem como o filho escolher. Principalmente porque o meu nem desenho vê. Quem sabe ele já consiga escolher pro de 2 aninhos... Ele até gosta de futebol, mas particularmente, eu acho muito sério pra ele ainda. Principalmente pra um ano. 

 Gostaram? De um 👍 aqui no Blog, e lá na página (link na outra página aqui do blog) 

Beijão mamães 😘

 

Atenciosamente

Larissa

Pós parto, cesária.

 Esse texto é sobre um assunto muito questionado. Quem nunca ouviu ou leu "o ruim da cesária é o pós parto", muita gente né.  Todas que pretendem fazer esse tipo de parto, querem saber mais sobre o pós. Vou conta aqui a minha experiência, o que eu passei. Lembrando que o pós é relativo, tem mães que se saem melhor e outras passam um pouco mais de "incômodos" e sentem algumas dores.

 Logo quando sai da sala de parto fui para o quarto que eu ia ficar até receber alta, minha reação do efeito da anestesia foi a tremedeira, que é bem comum, mais já ouvi falar que tem mulheres que vomitam... Por isso tem todos passam pela mesma coisa. Eu pesquisei bastante sobre essa reação, pra saber o que eu ia passar. Recomendo fazerem o mesmo. 

 Eu realmente preferi essa tremedeira, e até pedi a Deus uma reação menos ruim possível, e essa me pareceu a melhorzinha, e por mais chato que fosse, eu ainda prefiro essa, porque imagina só ficar vomitando, sendo que vc nao pode levantar , porque da hemorragia... Deve ser horrível!

 Eu já estava cansada de tremer, tentei me controlar, as vezes parecia que eu conseguia diminuir, mais logo voltava a ficar forte. Não dói, só é chato. 

 Eu só fui vê meu filho direto no dia seguinte, porque a gente fica deitada bem reta, e mesmo minha mãe tentando botar ele no meu peito pra mamar, coisa que não deu certo, eu não consegui vê ele direito. 

 No dia seguinte, aaaa esse dia 😕, foi o pior, o mais chato, sem dúvidas, uma enfermeira foi lá pra me vê e me ajudar a tomar banho e tal. O Miguel era levado umas 5 ou 6 horas da manhã pro berçário, e depois de algumas horas, a infermeira trazia ele, limpinho, de roupa trocada e dormindo. Enquanto isso, a infermeira me ajudou a levantar, e pra descer? E ficar reta? Não foi muito agradável. Eu não sentir dor, é uma sensação estranha, incomoda, bem ali onde tá o corte, parece que vc foi colada, (realmente eu fui) mais não esticadinha,  meu corpo parecia não querer se esticar. Enfim, eu fui para o banheiro, minha mãe me ajudou a tirar a roupa, e entrei no chuveiro, e toda hora a mulher me enchia o saco mandando eu tomar banho direito 😒, porque pra tomar banho de cabeça pra baixo, não conseguindo se esticar direito, era difícil, eu queria tomar um banho de vagar, afinal eu fui operada, e estava me adaptando ainda. Mais sei que ela falou pro meu bem, apesar que eu não sei se ela já passou por isso pra achar tão fácil assim. 

 Eu fiquei bem agoniada, meu corpo pedia pra deitar porque me sentia mas confortável, mais ao mesmo tempo, queria ficar sentada, pra me esticar melhor. Me recomendaram andar no corredor, e assim fiz, devagar mais fiz, até minha vó (que tinha ido lá no dia seguinte e minha mãe foi tomar café e ir pra casa descansar porque o Miguel chorou a noite algumas vezes e ela que ficou com ele) andou mais rápido que eu, uma senhora com vários 😂. 

 No outro dia já estava melhor, recebi alta... O ruim mesmo é que eu tive pressa de andar normal (rápido), e isso que é chatinho também. Em casa eu só tive dor de cabeça forte, e falaram que era também o efeito da anestesia que ainda corria no meu corpo. 

 Eu recomendo andarem quando forem liberadas pra levantar, isso ajuda e é sinal que tá tudo bem e ajuda a receber alta também. E se sentirem essas coisas que eu sentir, lembrem que é normal, a tremedeira, o incomodo... A dor de cabeça (que realmente é forte, passa quando deitamos na cama sem travesseiro, deu certo comigo), isso vai passar, é só ter paciência, coisa que eu tive que aprender a ter, pelo menos um pouco. 

 Boa sorte futuras mamães que foram cesária, e as que foram normal também, somos todas guerreiras! Deus abençoe a vida de vocês e dos babys 😘👱👶

👋

 

Atenciosamente

Larissa